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ESCOLAS DIZEM QUE SÓ TERÃO TODOS OS PROFESSORES EM NOVEMBRO

Directores insistem que novo sistema “não resulta”. E estimam que há mais de dois mil horários por preencher.

Mais de um mês depois do arranque das aulas, com testes de avaliação marcados para breve, e após três concursos de Bolsa de Contratação de Escola (BCE) - um deles anulado - as escolas garantem que o novo sistema de colocação de contratados "não funciona". Os presidentes das duas maiores associações de directores avisam que, caso não sejam tomadas medidas pelo Ministério da Educação para agilizar o processo, "só em Novembro", no melhor dos cenários, todos os docentes estarão colocados. 

À medida que os dias passam, a posição de Nuno Crato vai ficando mais fragilizada. Depois da oposição ter pedido em uníssono a demissão do ministro, o Presidente da República veio ontem avisar que "é preciso fazer uma reflexão séria" sobre o assunto, frisando que "alguma coisa não está bem em Portugal relativamente ao concurso de colocação de professores".

Hoje, dia em que o Crato vai ao Parlamento pela terceira vez no espaço de um mês, o Ministério não sabe ainda quantos professores estão por colocar. Mas os directores de escola estimam que dos 4.053 horários que preenchidos na passada sexta-feira, "mais de metade" vão continuar sem professor. A maioria desses horários em falta, avisa o presidente Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), só deverá ser preenchida "no próximo mês". Manuel Pereira alerta mesmo que é possível "chegar ao Natal" com um número razoável de professores por colocar. Isto porque "a esmagadora maioria" dos docentes estão a ser colocados em mais de duas escolas.

Através da BCE, os horários são preenchidos não através de um concurso nacional, mas dos vários concursos que decorrem a nível de escola, não existindo um número limite de horários ou escolas para os quais um professor concorre. Ou seja, um docente contratado pode acabar colocado em dezenas de escolas, e tem depois de escolher uma delas, no prazo de 72 horas. Todos os horários rejeitados por esse professor ficam livres para ir a concurso novamente. Em casos limite, como os que foram noticiados nos últimos dias, houve professores colocados em mais de 70 horários. 

Perante este atraso, e para "não perder mais tempo", a ANDE pediu à Direcção Geral de Administração Escolar (DGAE) "para ter acesso às listas ordenadas e autorização para que passem a ser os directores a contactar directamente os professores, respeitando a ordem da lista, que seria publicada". Pedido que ainda não teve resposta do Ministério. 

Já a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), defende que "os professores não deviam ter hipótese de escolha dos horários" porque, defende Filinto Lima, "há sempre escolas que vão ficar sem professores". A solução, defende, passa pela "afinação do sistema" que, em seu entender, passaria a "atribuir a melhor escola ao professor, de acordo com as suas opções". 

As sugestões para resolver o atraso são diferentes, mas numa coisa as escolas concordam: "o modelo é muito difícil de pôr em prática". Para os directores, a BCE"tem de ser alterada" e a colocação dos professores antecipada para o início do Verão. Desta forma, no final de cada ano lectivo os docentes ficariam a saber desde logo onde iriam dar aulas no ano seguinte.

Fonte: Económico 

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